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Dia das Crianças sem telas: o que fazer com crianças além do celular e do videogame?

09/10/2026
Criança brincado com bola de sabão

Celular, televisão, videogame, computador, as telas fazem parte da rotina de crianças e adolescentes e ocupam um espaço cada vez maior na forma como eles estudam, se divertem, conversam e descobrem o mundo. Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025, 92% das pessoas de 9 a 17 anos no país usam a internet, o equivalente a 24,5 milhões de crianças e adolescentes. Para 96% deles, o celular é o principal meio de acesso, e 74% afirmam usar a internet várias vezes ao dia.

Diante desse cenário, falar sobre um Dia das Crianças sem telas não significa tratar a tecnologia como inimiga ou imaginar uma infância desconectada da realidade. A questão é garantir que existam outras possibilidades de ocupar o tempo, descobrir interesses, conviver, criar e brincar. Museus, bibliotecas, livros, parques, espaços culturais e brincadeiras podem abrir caminhos para experiências que não dependem de uma tela.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), orienta que o uso de dispositivos digitais seja adequado à idade e à etapa de desenvolvimento da criança e do adolescente, considerando também a importância da convivência familiar, da prática de atividades físicas, do contato com a natureza e de momentos de descanso e interação.

Quando essas oportunidades existem, a criança pode escolher entre diferentes formas de estar no mundo e o acesso a elas também está relacionado ao direito à cultura, ao lazer e ao brincar, previstos na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

E-book reúne brincadeiras para fazer junto

Nem toda alternativa às telas precisa envolver uma programação cultural ou uma saída de casa. Brincar continua sendo uma das formas mais importantes de crianças explorarem o mundo, desenvolverem a criatividade, movimentarem o corpo e construírem relações.

Brincadeiras simples também podem transformar uma tarde, inventar uma história, montar uma cabana, desenhar, brincar de caça ao tesouro, jogar bola, criar um jogo com materiais disponíveis em casa ou simplesmente sair para observar o bairro são possibilidades que não dependem de equipamentos sofisticados. O que elas exigem é tempo, presença e espaço para a imaginação.

Para ajudar famílias e educadores a encontrar novas ideias para brincar com as crianças, a Fundação Abrinq disponibiliza gratuitamente o e-book “Brincar Junto! Guia de brincadeiras para crianças e adultos”. A publicação reúne atividades que podem ser realizadas por crianças e adultos, com propostas que estimulam a criatividade, o movimento e a interação.

Entre as opções estão brincadeiras como Prancha de Pirata, Bola no Labirinto, Foguete Turbo e Teia Gigante, que podem ser adaptadas de acordo com o espaço, os materiais disponíveis e a idade das crianças. Baixe gratuitamente o e-book “Brincar Junto! Guia de brincadeiras para crianças e adultos” e escolha uma brincadeira para experimentar em família.

Crianças lendo

O que fazer no Dia das Crianças longe das telas?

Para muitas famílias, diminuir o tempo diante dos dispositivos pode parecer difícil justamente porque o celular e o videogame estão sempre disponíveis. Por isso, criar alternativas não precisa significar organizar uma grande programação e pequenas mudanças na rotina podem abrir espaço para outras experiências.

Visitar uma biblioteca: escolher um livro juntos, conhecer o espaço e deixar que a criança escolha o que gostaria de ler pode transformar a relação com a leitura.

Conhecer um espaço cultural: museus, centros culturais, exposições e equipamentos públicos podem oferecer programações gratuitas ou acessíveis para diferentes idades.

Explorar a cidade: um passeio por um parque, uma praça, um mercado, uma feira ou um lugar histórico pode virar uma oportunidade para observar e conhecer melhor o lugar onde se vive.

Resgatar uma brincadeira: amarelinha, pega-pega, esconde-esconde, bola, desenho e jogos de tabuleiro continuam sendo boas opções para reunir crianças e adultos.

Criar alguma coisa juntos: cozinhar, desenhar, construir um brinquedo, inventar uma história ou montar uma apresentação em família pode ocupar uma tarde inteira e ainda render novas lembranças.

Deixar espaço para o ócio: nem todo momento precisa ser planejado e ter tempo livre também permite que a criança invente o que fazer, experimente interesses e desenvolva a própria imaginação.

Criança brincando no parque

Uma infância com mais possibilidades

As telas fazem parte da vida contemporânea e continuarão fazendo parte da infância e da adolescência. O desafio está em garantir que elas não sejam a única opção disponível para aprender, se divertir, descansar e se relacionar.

O acesso à cultura, à leitura, ao lazer e ao brincar amplia o repertório de crianças e adolescentes e cria oportunidades para que conheçam novos lugares, histórias, pessoas e formas de expressão. Para que isso aconteça, porém, é preciso que essas experiências estejam ao alcance deles.

É nesse caminho ao aproximar crianças e adolescentes de espaços culturais, livros, bibliotecas, brincadeiras e outras formas de convivência, os projetos ajudam a criar uma infância com diferentes possibilidades de descoberta.

Neste Dia das Crianças, trocar algumas horas de tela por um passeio, um livro, uma brincadeira ou uma descoberta pela cidade pode ser um convite simples para experimentar outras formas de ocupar o tempo. Para muitas crianças, ter acesso a essas experiências pode significar também descobrir algo que ainda não conheciam sobre o mundo e sobre si mesmos.

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