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SUS completa 36 anos e contribui para avanços na saúde de crianças e adolescentes

17/09/2026
36 anos do SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) completa 36 anos em 19 de setembro, data que marca a sanção da Lei nº 8.080, de 1990, responsável por regulamentar a organização e o funcionamento do sistema previsto pela Constituição Federal de 1988. Ao estabelecer a saúde como um direito de todos e um dever do Estado, a criação do SUS estruturou uma rede pública de atendimento que reúne ações de promoção, prevenção, proteção e recuperação da saúde em todo o território nacional, acompanhando a população nas diferentes fases da vida.

Para crianças e adolescentes, essa rede possibilita o acesso a cuidados que acompanham diferentes etapas do desenvolvimento. A atuação começa ainda durante a gestação, com o pré-natal e a assistência ao parto e ao nascimento, e continua após o nascimento com vacinação, acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento, incentivo ao aleitamento materno, prevenção e tratamento de doenças e atendimento nos diferentes serviços que integram a rede de saúde.

Na infância e na adolescência, o acompanhamento regular permite identificar necessidades de saúde, orientar as famílias e encaminhar crianças e adolescentes para outros serviços quando há necessidade de avaliação ou atendimento especializado. A organização dessa rede também possibilita ações específicas para cada etapa do desenvolvimento, desde os primeiros cuidados de vida até as demandas próprias da adolescência.

Mortalidade infantil: avanços e desafios

A evolução da mortalidade infantil permite observar parte das mudanças nas condições de saúde da população no Brasil. Dados do Observatório da Criança e do Adolescente, da Fundação Abrinq, mostram que o número de óbitos de crianças com até 1 ano de idade passou de 31.439, em 2020, para 29.810, em 2025, uma redução de aproximadamente 5,2% no período. Os dados mais recentes, no entanto, apresentam oscilações: foram registrados 32.257 óbitos em 2022, 32.017 em 2023 e 30.020 em 2024.

A redução observada entre 2020 e 2025 está relacionada a um conjunto de fatores sociais, econômicos e de saúde, como o acesso aos serviços, a vacinação, o acompanhamento pré-natal e infantil, a assistência ao parto e ao nascimento, o saneamento, a escolaridade e as condições de vida das famílias. Nesse cenário, o SUS participa da organização e da oferta de serviços que acompanham a população desde a gestação e durante a infância e a adolescência.

Em 2025, foram registrados 10.472 óbitos de crianças com até 1 ano de idade no Sudeste, 8.910 no Nordeste, 4.173 no Norte, 3.533 no Sul e 2.722 no Centro-Oeste. Os registros estão presentes em todas as regiões brasileiras e mostram que a mortalidade infantil permanece entre as questões que demandam acompanhamento e continuidade das ações de saúde voltadas às crianças e às famílias.

Os dados também ajudam a compreender a importância de uma rede de atenção capaz de acompanhar as crianças desde os primeiros cuidados e de responder às necessidades identificadas ao longo do desenvolvimento. Nesse processo, a Atenção Primária à Saúde tem papel importante por manter uma relação próxima com as famílias e com os territórios.

SUS: Atenção Primária aproxima o cuidado das famílias

A Atenção Primária à Saúde (APS) é a principal porta de entrada do SUS e acompanha a população de forma próxima aos territórios onde vive. Por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS), das equipes de Saúde da Família, dos agentes comunitários de saúde e de outros profissionais, são realizadas ações de prevenção, acompanhamento e orientação das famílias, além da identificação de situações que podem demandar avaliação, tratamento ou encaminhamento para outros pontos da rede.

Na saúde infantil, esse acompanhamento permite observar aspectos relacionados ao crescimento e ao desenvolvimento, à alimentação, à vacinação e a outras necessidades identificadas durante o contato com os serviços. A proximidade com as famílias também favorece o acompanhamento contínuo e a identificação de situações que possam exigir cuidados específicos em diferentes momentos da infância e da adolescência.

Na adolescência, o cuidado em saúde considera as necessidades próprias dessa etapa do desenvolvimento, a Atenção Primária contribui para esse acompanhamento ao oferecer orientação e ações de prevenção, identificar situações que demandem cuidados específicos e encaminhar os adolescentes para outros serviços da rede quando necessário.

Programa 1000 Dias: cuidados que começam na gestação

Entre as iniciativas da Fundação Abrinq está o Programa 1000 Dias, que promove cuidados e ações de saúde para gestantes, mães, bebês e crianças, desde a gestação até os dois primeiros anos de vida. O período reúne diferentes necessidades relacionadas à saúde, à alimentação e ao desenvolvimento infantil e demanda acompanhamento desde o início da gestação.

Em parceria com municípios e profissionais, o programa apoia ações relacionadas à gestação, ao nascimento, à alimentação e ao desenvolvimento da criança, considerando as necessidades das famílias durante os primeiros anos de vida.

O Programa 1000 Dias integra a atuação da Fundação Abrinq na garantia dos direitos de crianças e adolescentes e faz parte das iniciativas desenvolvidas pela organização na área da Saúde. O trabalho é realizado em parceria com diferentes atores e busca contribuir para que famílias tenham acesso a cuidados e orientações durante uma fase importante do desenvolvimento infantil.

Ao apoiar iniciativas voltadas à saúde e ao desenvolvimento infantil, a Fundação Abrinq contribui para que ações direcionadas a crianças, adolescentes e suas famílias tenham continuidade e sejam desenvolvidas em articulação com os profissionais e serviços que fazem parte dessa rede de cuidado.

Seja um doador da Fundação Abrinq. Sua contribuição ajuda a manter programas e projetos que atuam pela garantia dos direitos de crianças e adolescentes, em parceria com municípios e profissionais que estão próximos das famílias e dos territórios.

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