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Fundação Abrinq realiza saídas culturais com apoio da Fundação Prada

10/09/2026
EE Eulália Malta - Museu do Futebol

Durante o mês de agosto, foram realizadas 20 saídas culturais para museus e espaços culturais de São Paulo - SP com adolescentes participantes do Projeto Construindo Futuros, da Fundação Abrinq. Ao todo, 730 jovens de 20 escolas públicas estaduais participaram da programação, que reuniu estudantes de escolas públicas da capital, de Embu das Artes - SP e de Taboão da Serra - SP em visitas à Pinacoteca, ao Museu da Língua Portuguesa, ao Museu do Ipiranga, ao Museu Catavento, ao Museu do Futebol, ao Museu Afro Brasil e ao Memorial da Resistência. As atividades integram a proposta de Educação Integral do projeto e foram planejadas para ampliar o acesso à cultura, diversificar as experiências de aprendizagem e contribuir para a construção de projetos de vida.

As escolas participantes foram: EE Professor João Luiz de Oliveira, EE Alexandrina Bassith, EE Joana Spósito, EE Antônio Cândido Barone, EE Amélia dos Anjos de Oliveira, EE Visconde de Congonhas do Campo, EE Professora Maria Aparecida Nigro Gava, EE General Ruben Carlos Ludwig, EE Doutor Eduardo Vaz, EE Professora Mirna Elisa Bonazzi, EE José Roberto Pacheco, EE Domingos Mignoni, EE Plínio Barreto, EE Gilberto Freyre, EE Reverendo Denoel Nicodemos Eller, EE Professora Julieta Caldas Ferraz, EE Professor Loureiro Júnior, EE Antônio Inácio Maciel, EE Professor Henrique Costa e EE Professora Eulália Malta.

Saídas Culturais: a cidade como espaço de aprendizagem

As visitas colocaram os adolescentes em contato com diferentes campos do conhecimento e com espaços que preservam e apresentam parte da produção cultural, científica e histórica de São Paulo e do Brasil. Para alguns estudantes, a atividade também representou o primeiro contato com museus e instituições culturais desse tipo, transformando a visita em uma experiência de descoberta que começa antes mesmo da entrada nas exposições.

Na Pinacoteca, o contato com as artes visuais permite observar diferentes períodos, linguagens e formas de expressão e perceber como artistas interpretam a sociedade e o mundo ao seu redor. No Museu da Língua Portuguesa, a língua é apresentada para além das regras gramaticais, a partir de sua relação com a história, a cultura, a identidade e as diferentes formas de falar e se expressar presentes no país. A visita pode ajudar os adolescentes a perceber que a língua que utilizam diariamente também carrega histórias, origens e transformações.

No Museu do Ipiranga, o contato com objetos, imagens e narrativas sobre a história do Brasil cria outras possibilidades para compreender acontecimentos que muitas vezes chegam aos estudantes por meio dos livros e das aulas. No Memorial da Resistência, a aproximação com a memória da repressão política no país permite conhecer histórias de pessoas e acontecimentos relacionados a um período da história brasileira e refletir sobre direitos, democracia e preservação da memória.
 

EE Eulália Malta - Museu do Futebol


Em espaços como esses, a experiência de uma primeira visita pode ter um significado que ultrapassa o conteúdo apresentado. Entrar em um museu, observar uma obra, conhecer um objeto histórico ou ouvir uma narrativa que antes existia apenas nos livros cria uma relação diferente com o conhecimento. O adolescente passa a ocupar aquele lugar como visitante, pode fazer perguntas, compartilhar impressões e construir sua própria leitura sobre o que está vendo.

A programação também incluiu experiências relacionadas à ciência, ao esporte e à cultura afro-brasileira. No Museu Catavento, os conteúdos científicos são apresentados por meio de instalações e experiências que permitem aos visitantes observar fenômenos e compreender conceitos de maneira interativa. No Museu do Futebol, o esporte é ponto de partida para abordar aspectos da história e da cultura brasileira, enquanto o Museu Afro Brasil apresenta trajetórias, manifestações artísticas e contribuições africanas e afro-brasileiras para a formação da sociedade brasileira.

Nesse contato com novos espaços, a descoberta também está relacionada à possibilidade de reconhecer a cultura como parte de sua própria formação. A visita pode despertar curiosidade sobre um tema, provocar uma pergunta, apresentar uma profissão ou área de conhecimento ainda desconhecida e criar referências que permanecem depois do retorno à escola.

A diversidade dos destinos faz parte da proposta das saídas culturais. Ao circular por diferentes regiões da cidade e conhecer espaços aos quais nem sempre têm acesso em seu cotidiano, os adolescentes ampliam seus interesses e podem estabelecer novas relações com conteúdos e temas trabalhados na escola.

As visitas também possibilitam uma relação diferente com a cidade. Regiões como Luz, Ipiranga, Pacaembu e Parque Dom Pedro II passam a integrar o repertório dos estudantes a partir de uma vivência educativa. O deslocamento para esses locais, a observação dos espaços e o contato com outras pessoas e realidades fazem parte da experiência de aprendizagem.

Cultura integrada à trajetória escolar

No Projeto Construindo Futuros, as saídas culturais estão relacionadas a uma proposta que busca apoiar adolescentes durante uma etapa de transição da trajetória escolar, especialmente na preparação para o Ensino Médio.

A Educação Integral considera que a formação dos estudantes acontece em diferentes espaços e por meio de experiências que vão além dos conteúdos trabalhados em sala de aula. Nesse contexto, o contato com museus e instituições culturais pode estimular a curiosidade, a participação e a autonomia, além de perceber novas possibilidades para que os adolescentes pensem sobre seus interesses e possibilidades de futuro.

A atividade também se conecta às demais ações desenvolvidas pelo projeto, que envolvem protagonismo juvenil, pertencimento escolar e construção de projetos de vida. A visita a um espaço cultural pode, por exemplo, gerar conversas e atividades posteriores na escola, permitindo que a experiência seja retomada e relacionada ao cotidiano dos estudantes. Assim, o acesso à cultura passa a integrar o percurso educativo, aproximando a escola de outros espaços de formação e diversificando as possibilidades de aprendizagem.

Fundação Prada apoia ações do segundo semestre

A realização das atividades no segundo semestre conta, em parte, com o financiamento da Fundação Prada, em parceria com a Fundação Abrinq. O apoio contempla as saídas culturais e outras ações previstas no Projeto Construindo Futuros, como a culminância das eletivas, o encontro de jovens acolhedores e o acompanhamento pedagógico realizado pela equipe do programa.

A parceria teve início no segundo semestre e está relacionada ao objetivo de ampliar ações voltadas à educação, ao desenvolvimento socioemocional e às perspectivas de futuro de adolescentes da rede pública. Até o final do ano, estão previstas 23 saídas culturais, com a participação de 874 adolescentes. O planejamento inclui ainda a formação de 150 jovens acolhedores e a realização de 26 culminâncias escolares.

Com o apoio da parceria, o Projeto Construindo Futuros dá continuidade a uma agenda de ações que articula educação, cultura e participação juvenil. As atividades realizadas fora da escola complementam o trabalho desenvolvido nos territórios e contribuem para que os adolescentes tenham acesso a diferentes referências durante uma etapa importante de sua trajetória escolar.

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