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Fundação Abrinq apoia ações realizadas pelos Coletivos Periféricos em diferentes regiões do país

03/09/2026
Anjos da Lata - Orquestra Musical

Ao longo de agosto, coletivos parceiros da Fundação Abrinq, por meio do programa Coletivos Periféricos, desenvolveram atividades voltadas a crianças, adolescentes, educadores, familiares e comunidades em diferentes regiões do país. As iniciativas passaram por formação, esporte, cultura, convivência e prevenção de violações de direitos, frentes que fazem parte do trabalho desenvolvido pelos coletivos em seus próprios territórios.

A programação mostra a diversidade de caminhos encontrados por organizações locais para trabalhar com crianças e adolescentes. Em cada território, os coletivos partem de suas experiências, conhecimentos e necessidades para construir ações que façam sentido para a comunidade, seja por meio da capoeira, da dança, da música, de atividades culturais ou de iniciativas de proteção de direitos.

Em Taboão da Serra - SP, educadores buscaram ampliar seus conhecimentos sobre o ECA e as práticas esportivas. Em Várzea Grande - MT, crianças e adolescentes chegaram ao palco com uma orquestra formada a partir de um processo de musicalização. No Ceará, seis coletivos se reuniram para um festival aberto à comunidade. Em Manacapuru - AM, o trabalho esteve voltado à prevenção da violência sexual e do trabalho infantil.

O apoio da Fundação Abrinq integra esse processo e contribui para o fortalecimento das iniciativas e para a articulação entre os coletivos, criando também oportunidades para que experiências desenvolvidas em diferentes regiões sejam compartilhadas.

Formação aproxima coletivos de São Paulo e do Rio de Janeiro

No dia 1º de agosto, o coletivo Cultura no Beco, de Taboão da Serra - SP, recebeu uma formação sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e sua relação com as práticas esportivas. A iniciativa surgiu de uma demanda apresentada pelo próprio coletivo, que atua com esportes e danças para crianças e adolescentes e buscava ampliar o conhecimento de seus educadores e parceiros sobre proteção e garantia de direitos.

Para conduzir a formação, a Fundação Abrinq apoiou a participação de integrantes do coletivo Macacos Vive, do Rio de Janeiro - RJ, que têm formação jurídica e experiência com práticas esportivas. Durante quatro horas, 20 educadores e parceiros do Cultura no Beco discutiram temas relacionados à prática esportiva por crianças e adolescentes, ao ECA e aos cuidados necessários para que essas atividades também sejam espaços de proteção.

Cultura no Beco e Macacos Vive


O encontro teve ainda outro resultado, aproximou dois coletivos de diferentes estados e criou um espaço para compartilhar experiências sobre o trabalho desenvolvido com crianças e adolescentes. A troca entre organizações que vivem realidades distintas amplia as possibilidades de aprendizagem e ajuda a fortalecer soluções construídas a partir dos próprios territórios.

Em Minas Gerais, os coletivos que integram o polo do estado também se reuniram em agosto para o primeiro Encontro de Coletivos do Polo de Belo Horizonte, realizado com o MA Cia de Dança como anfitrião. O encontro criou um espaço para que os grupos apresentassem suas experiências, compartilhassem estratégias utilizadas no trabalho com crianças e adolescentes e conhecessem diferentes formas de atuação desenvolvidas nos territórios.

Participaram da atividade representantes do Rabiola Instituto Cultural de Arte e Educação, Hip-Hop Cypher Pipoca e Combate, Instituto 100% Morro, Mulheres de Rocha e Guerreiros do Abaeté. A troca permitiu identificar experiências e desafios comuns, além de ampliar o conhecimento entre os coletivos que fazem parte do polo e fortalecer a articulação entre iniciativas que atuam em diferentes frentes de promoção dos direitos de crianças e adolescentes.

Capoeira, música e apresentações levam crianças e adolescentes para novos espaços

A cultura e o esporte também estiveram entre as principais frentes das atividades realizadas em agosto. Em Ribeirão das Neves - MG, o coletivo Guerreiros do Abaeté promoveu, no dia 8, o batizado e a troca de cordão de seus alunos de capoeira.
 

Guerreiros do Abaeté


Para Ana Lívia, mãe de Eric, de 16 anos, e Davi, de 13, a capoeira faz parte da história da família e ganhou um novo significado com a participação dos filhos no coletivo Guerreiros do Abaeté. Ela conta que os filhos passaram a frequentar as aulas aos sábados e destaca as mudanças percebidas no dia a dia.

“A capoeira está na nossa família há muitos anos e foi importante para os meninos aprenderem a ter mais responsabilidade e disciplina. Eles gostam demais, voltam todos os sábados e mudou muito a vida deles”, afirma.

Ana Lívia também destaca a importância de iniciativas culturais como essa para as crianças e adolescentes do município. “A gente agradece muito à Fundação Abrinq por essa oportunidade, por trazer isso para a gente, para um município um pouco pobre de benefícios assim, de cultura. É muito bom ter isso e poder participar desse evento.”
 

Guerreiros do Abaeté


O evento faz parte do calendário do coletivo e marca momentos diferentes na trajetória dos participantes. Os novos alunos recebem a primeira corda, enquanto aqueles que já praticam a modalidade avançam para uma nova graduação. A atividade reuniu também estudantes de outros grupos convidados e diferentes mestres de capoeira, ampliando o encontro entre crianças, adolescentes e integrantes da comunidade da modalidade.

Em Várzea Grande - MT, a música ocupou o palco, o coletivo Anjos da Lata apresentou, no dia 14, sua Orquestra Musical, resultado de um processo de formação que utiliza instrumentos construídos a partir de materiais de sucata.

O trabalho do coletivo é desenvolvido de forma itinerante e em parceria com a rede pública de ensino. Durante três meses, cada turma participa de um módulo de musicalização, com atividades que utilizam instrumentos percussivos produzidos a partir de materiais recicláveis. Ao final desse processo, os alunos que se destacam seguem em acompanhamento para integrar a Orquestra.
 

Anjos da Lata - Orquestra Musical


A formação musical dos participantes conta com o apoio da Fundação Abrinq por meio do convênio com o coletivo. Para a apresentação no Cine Teatro, a Fundação também apoiou o transporte e a alimentação dos participantes.

O lançamento da Orquestra foi uma conquista do próprio coletivo, viabilizada por meio de um edital de fomento. No palco, crianças e adolescentes apresentaram o resultado desse percurso de formação, enquanto familiares e outras crianças acompanhavam a apresentação na plateia. Para alguns deles, estar em um teatro pela primeira vez também fez parte dessa experiência.

No Ceará, a atuação coletiva ganhou outra dimensão com o Festival do Polo Fortaleza, realizado no dia 16, no bairro do Barroso. Barramar, Cuidado Circular, Além dos Olhos, Sabiá, Livro Livre Curió e Saberes em Ação, os seis coletivos que integram o polo, participaram da programação, que reuniu atividades desenvolvidas pelos próprios grupos.
 

Festival Coletivos - Polo CE

 

O festival foi organizado para diferentes faixas etárias. Pela manhã, as atividades foram direcionadas a crianças de 6 a 10 anos e, à tarde, a crianças e adolescentes de 11 a 18 anos. Aberta à comunidade, a programação possibilitou que os participantes conhecessem propostas de diferentes coletivos em um mesmo espaço.

A Fundação Abrinq apoiou o transporte das crianças e adolescentes dos coletivos conveniados até o local do festival. O suporte para o deslocamento ampliou a participação dos grupos e permitiu que crianças e adolescentes de diferentes territórios estivessem juntos durante a programação.
 

Cia Mirabolica


Ainda no campo da cultura, o coletivo Cia Mirabólica, de Colombo - PR, realizou, no dia 27 de agosto, contação de histórias para as crianças da CEMEI Turma da Mônica. A ação levou o trabalho desenvolvido pelo coletivo para o espaço de educação infantil, criando um momento de escuta, imaginação e contato com as histórias. A contação integra a atuação cultural desenvolvida pelo grupo no território e amplia as oportunidades de acesso das crianças à literatura e a diferentes formas de expressão cultural desde a infância.

Ações de prevenção chegam a diferentes espaços de Manacapuru

A presença dos coletivos nos territórios não se limita às atividades culturais, esportivas ou de formação. Parte do trabalho está diretamente relacionada à prevenção de situações que podem ameaçar os direitos de crianças e adolescentes.

Em Manacapuru - AM, o coletivo Manacá desenvolveu, no dia 29, ações de prevenção à violência sexual e ao trabalho infantil. As iniciativas alcançaram diferentes espaços do município, incluindo a zona rural e o Festival da Ciranda de Manacapuru.

A atuação em espaços de circulação da comunidade amplia as possibilidades de diálogo com famílias, crianças e adolescentes e aproxima a pauta da proteção de direitos do cotidiano das pessoas.

O trabalho dos coletivos periféricos nos territórios

As atividades realizadas em agosto mostram diferentes dimensões do trabalho desenvolvido pelos coletivos apoiados pela Fundação Abrinq por meio do Projeto Coletivos Periféricos. Em comum, estão a atuação próxima das comunidades e a construção de iniciativas a partir das características de cada território.
 

Cia Mirabolica


A Fundação Abrinq apoia coletivos que promovem os direitos e a cidadania de crianças e adolescentes e reconhece o papel dessas organizações na construção de respostas para as demandas presentes em suas comunidades. A parceria contribui para fortalecer iniciativas locais, ampliar a articulação entre os grupos e criar condições para que as atividades possam chegar a mais crianças e adolescentes.

Formações, apresentações, festivais, encontros, atividades esportivas e ações de prevenção são diferentes expressões desse trabalho. Cada uma delas representa uma oportunidade de participação, aprendizagem, convivência ou acesso a direitos e também revela a atuação de pessoas e organizações que trabalham diariamente nos territórios.

Ao apoiar os coletivos, a Fundação Abrinq fortalece essa rede de atuação local e contribui para que iniciativas construídas nas próprias comunidades possam continuar promovendo direitos e ampliando oportunidades para crianças e adolescentes em diferentes regiões do país.

Se você também acredita que crianças e adolescentes devem ter seus direitos garantidos e oportunidades para desenvolver seus potenciais, clique aqui e seja um doador da Fundação Abrinq, ajude a fortalecer iniciativas que transformam as comunidades a partir dos próprios territórios.

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