O novo ciclo do Programa Nossas Crianças (2026–2027), da Fundação Abrinq, em parceria com a Fundação Rainer Blickle, reúne organizações da sociedade civil que desenvolvem ações contínuas com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social em diferentes regiões do país. Entre os eixos de atuação do programa, o combate ao trabalho infantil concentra iniciativas voltadas à prevenção e ao enfrentamento dessa violação de direitos, a partir de estratégias construídas nos próprios territórios.
]As organizações selecionadas passaram por um processo que envolveu análise técnica e aprofundamento das propostas apresentadas, considerando aspectos como a experiência das instituições, o vínculo com as comunidades atendidas e a consistência das atividades desenvolvidas ao longo do tempo. No total, 26 organizações foram conveniadas.
Durante o ciclo, as organizações contarão com apoio financeiro, assessoramento técnico e acompanhamento sistemático, que inclui visitas técnicas presenciais e online, além de encontros formativos e espaços de troca entre os projetos apoiados.
Nos diferentes territórios em que atuam, as iniciativas do eixo de combate ao trabalho infantil desenvolvem ações que articulam formação, acompanhamento psicossocial, fortalecimento de vínculos e mobilização das redes locais de proteção.
Conheça as organizações:
Obras Sociais Espírita Caminheiros de Jesus
Em Goiânia - GO, a organização desenvolve o projeto Alimentando Vidas Através da Arte, voltado a 250 adolescentes. A atuação parte de um contexto em que milhares de crianças e adolescentes ainda estão inseridos em situações de trabalho infantil na região, o que impacta diretamente suas trajetórias escolares e de desenvolvimento.
As atividades combinam oficinas socioeducativas, como música, canto coral, judô, ballet e informática, com espaços de diálogo e acompanhamento individual. Com a parceria com a Fundação Abrinq, o projeto amplia sua proposta com a inclusão de uma oficina de cidadania e direitos, voltada à discussão sobre o trabalho infantil e seus desdobramentos no cotidiano dos participantes.
O trabalho também envolve articulação com escolas, por meio de encontros mensais, e acompanhamento das famílias, com visitas domiciliares e participação em ações da rede de proteção. A proposta tem o objetivo de aprimorar o vínculo dos adolescentes com a escola e ampliar o acesso a espaços de formação e convivência.
Ação Moradia
Em Uberlândia - MG, a Ação Moradia desenvolve o projeto Rompendo Correntes: Caminhos de Esperança, atendendo 271 crianças e adolescentes de 5 a 18 anos na zona leste do município, região que concentra altos índices de vulnerabilidade social.
Nesse território, a evasão escolar e a inserção precoce no trabalho informal fazem parte do cotidiano de muitos adolescentes, o que se soma a outros desafios, como o desemprego e a baixa escolaridade das famílias.
As atividades do projeto incluem acompanhamento psicossocial contínuo, com atendimentos individuais e coletivos, além de oficinas temáticas que abordam cidadania, mundo do trabalho, legislação do jovem aprendiz e educação financeira. A proposta também prevê encontros com famílias e visitas domiciliares, fortalecendo o acompanhamento ao longo do tempo.
A atuação em articulação com a rede de proteção local integra as estratégias do projeto, contribuindo para ações de prevenção e enfrentamento ao trabalho infantil no território.
Centro de Educação para o Trabalho Virgilio Resi
Em Belo Horizonte – MG, o Centro de Educação para o Trabalho Virgilio Resi desenvolve o projeto Pré-Aprendizagem – Caminhos Para o Futuro, voltado a 120 adolescentes de 13 a 15 anos.
A iniciativa responde a um cenário em que muitos jovens ingressam precocemente em atividades de trabalho, sem acesso a percursos formativos que articulem educação, desenvolvimento pessoal e preparação para o mundo do trabalho de forma protegida.
As atividades incluem oficinas de letramento digital, desenvolvimento socioemocional e rodas de conversa sobre direitos, cidadania e combate ao trabalho infantil. O projeto também incorpora a produção de conteúdos, como vídeos e podcasts, como parte do processo formativo.
O acompanhamento psicossocial é realizado por equipe especializada, e a atuação em parceria com escolas e equipamentos da rede de assistência contribui para o monitoramento dos adolescentes. Ao longo do percurso, os participantes são preparados para acessar programas de aprendizagem e outras oportunidades de qualificação profissional.
Para saber mais sobre as organizações que integram o ciclo 2026 - 2027 do Programa Nossas Crianças, acompanhe o site e as redes sociais da Fundação Abrinq.