Notícias

Semana Mundial do Brincar 2026 celebra encontros, descobertas e o brincar na infância

26/05/2026
Criança brincando

De 23 a 31 de maio, escolas, famílias, educadores e comunidades de todo o país estarão mobilizados em torno da Semana Mundial do Brincar 2026, que neste ano traz o tema “A Potência dos Encontros”. A campanha propõe olhar para o brincar como espaço de convivência, criatividade, descobertas e construção de vínculos entre crianças, adultos e natureza.

A proposta parte da ideia de que a infância se desenvolve nas relações. É no encontro com outras crianças, com os educadores, com diferentes culturas, espaços e experiências que a criança imagina, aprende, cria autonomia e constrói sua relação com o mundo. As atividades também incentivam o contato com elementos da natureza, a exploração dos ambientes e o brincar heurístico, valorizando a curiosidade, a investigação e o desenvolvimento infantil.

Dentro da Semana Mundial do Brincar, as escolas participantes do Projeto Brincar, da Fundação Abrinq, receberam sugestões de atividades organizadas por faixa etária, elaboradas como apoio pedagógico para as unidades escolares. As propostas incluem brincadeiras heurísticas, histórias cantadas, brincadeiras tradicionais, caça ao tesouro, musicalização e confecção de brinquedos com elementos da natureza e materiais do cotidiano.

Em 2026, o Projeto Brincar está presente em 340 escolas públicas dos municípios de Embu Guaçu - SP, Osasco - SP e Teresina - PI, alcançando mais de 53 mil crianças da Educação Infantil e do Ensino Fundamental.

O projeto foi desenvolvido para apoiar educadores e escolas no fortalecimento das práticas pedagógicas ligadas ao brincar. A iniciativa oferece formação para professores e gestores, novas metodologias e acervos de brinquedos e materiais educativos para uso nas escolas. A trilha formativa segue até novembro e aborda temas como desenvolvimento infantil, brincar inclusivo, cultura afro-brasileira e indígena no brincar, contação de histórias e parentalidade positiva.

Em Osasco, educadores relatam os impactos da formação no cotidiano escolar. Na EMEI Prof. Antônio Paulino Ribeiro, a diretora Sineia Bueno conta que a formação ampliou o olhar pedagógico dos professores sobre o brincar. “O brincar faz parte da infância. A formação chegou para agregar ainda mais conhecimento aos professores. Hoje percebemos diferença nos profissionais e nas crianças. O acervo é importante porque é sobre desenvolvimento e aprendizagem também”, afirma.

A professora Maria Lúcia Gonçalves explica que os conteúdos da formação passaram a fazer parte das atividades em sala de aula. “É através do brincar que eles aprendem e se desenvolvem. Conseguimos aplicar os conhecimentos em sala de aula e tornar isso produtivo para as crianças”, diz.

Ela também destaca o impacto dos materiais recebidos pela escola, principalmente no atendimento de crianças com necessidades específicas. “Temos um aluno suporte nível 3 que gosta muito das bolinhas sensoriais, que ajudam ele a se acalmar. A lupa desperta a curiosidade das crianças para observar a natureza e os fantoches ajudam na imaginação e na construção de histórias”.

A inclusão também aparece no relato da educadora Altenora Ramos. “Tem crianças com diagnóstico e outras em investigação. Quando percebemos que uma atividade precisa de adaptação, buscamos caminhos para que todas consigam participar”.

Na Creche Rosa Pereira Crê, que atende cerca de 80 crianças, a coordenadora Marina Gomes Souza afirma que a Semana do Brincar fortalece práticas já presentes na rotina da Educação Infantil. “O brincar está dentro de todas as propostas que desenvolvemos. A formação veio para contribuir ainda mais. Sempre surgem novos olhares e possibilidades”.

No CEMEI Profª Maria Aparecida de Camargo Damy Rodrigues, o coordenador Flávio Silva Inácio avalia que a formação ajuda os educadores a enxergarem o brincar de forma mais ampla. “A criança não brinca apenas por brincar. Ela aprende, se desenvolve e trabalha diferentes aspectos nesse processo, principalmente no contato com a natureza e no desenvolvimento afetivo”.

Já no CEMEI Japhet Fontes, que atende 140 crianças, a coordenadora Cássia Ribeiro destaca a mudança de percepção entre os professores. “Hoje existe um novo olhar para o brincar. Os professores entendem que o brincar também é aprendizado.” A professora Paloma Isaiais conta que a musicalização e as experiências sensoriais passaram a fazer parte da rotina do berçário. “As crianças conseguem se soltar mais por meio da música, dos instrumentos e das explorações táteis. Também criamos espaços para elas explorarem os ambientes com mais liberdade”.

Além da formação, as escolas participantes recebem acervos de brinquedos, jogos e materiais educativos. Em 2026, foram doadas 1.170 unidades de brinquedos para as escolas do Projeto Brincar, ampliando as possibilidades de exploração, imaginação e convivência no ambiente escolar.

A Fundação também desenvolve ações por meio do Programa Creche para Todas as Crianças, que atende unidades das regiões Norte, Nordeste e da cidade de São Paulo. O programa beneficia cerca de 5.900 crianças em 20 unidades educacionais, com doação de livros, jogos, brinquedos, assessoria técnica para gestores e formação para educadores.

Durante a Semana Mundial do Brincar, as atividades desenvolvidas pelas escolas mostram como o brincar segue sendo parte fundamental da infância, criando experiências de convivência, aprendizagem e descoberta dentro e fora da sala de aula.

Acompanhe a Fundação Abrinq nas redes sociais

WhatsApp