A Fundação Abrinq, por meio do Programa Emergência Humanitária, realizou formações sobre mudanças climáticas na Escola Estadual Professora Antonieta Di Lascio Ozeki, em Cotia - SP. As oficinas envolveram professores do Ensino Fundamental Anos Finais e do Ensino Médio, além de estudantes do 6º ao 9º ano, e fizeram parte de um esforço mais amplo de levar o tema das mudanças climáticas para dentro da sala de aula, de forma acessível e conectada ao cotidiano dos alunos.
mudanças climáticas
Enchentes que fecham escolas por semanas, ondas de calor que aumentam o risco de desnutrição em bebês, secas que reduzem o acesso à água limpa e à alimentação: no Brasil, os efeitos das mudanças climáticas já atravessam o cotidiano de muitas crianças e adolescentes. E vão muito além da pauta ambiental, chegando à saúde, à alimentação, à moradia, à educação e à proteção da infância.
No último dia 19 de maio, a Fundação Abrinq realizou a primeira ação de Educação para o Clima, uma iniciativa de conscientização sobre as mudanças climáticas voltada a crianças e adolescentes. Na ocasião, participaram da mobilização jovens de 14 anos atendidos pelo Centro de Promoção Social Bororé, em São Paulo – SP.
Devido à ação dos seres humanos, as mudanças climáticas têm se intensificado nas últimas décadas. Uma criança de 10 anos de idade em 2024, por exemplo, sofrerá duas vezes mais com incêndios florestais e ciclones tropicais, três vezes mais com enchentes de rios, quatro vezes mais com quebras de safra e cinco vezes mais com secas ao longo de sua vida, caso a situação não mude, do que uma criança de 10 anos nascida em 1970.
A Fundação Abrinq, organização sem fins lucrativos que luta há mais de três décadas pelos direitos das crianças e dos adolescentes no Brasil, acaba de lançar Mudanças climáticas e seus impactos na sobrevivência infantil, uma publicação que, como o nome já diz, se propõe a discutir os efeitos do clima na vida das crianças.