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Cultura periférica em movimento: conheça os coletivos de São Paulo – SP que integram o ciclo 5 do Projeto Coletivos Periféricos

19/05/2026
Cultura periférica em movimento: conheça os coletivos de São Paulo – SP que integram o ciclo 5 do Projeto Coletivos Periféricos

Ler, brincar, dançar, jogar, cantar, ocupar a rua, transformar um espaço comunitário em ponto de encontro. Em diferentes bairros da capital paulista e da Baixada Santista, coletivos periféricos vêm construindo rotinas de convivência e aprendizagem para crianças e adolescentes a partir das necessidades e características de cada território.

No ciclo 5 do Projeto Coletivos Periféricos, novos coletivos da região metropolitana de São Paulo passaram a integrar a iniciativa da Fundação Abrinq, com atividades que proporcionam literatura, cultura afro-brasileira, educação popular, artes cênicas e ações comunitárias aos atendidos. Os grupos atuam em regiões marcadas por desigualdades sociais, criando espaços gratuitos de acesso à cultura, ao cuidado coletivo e à participação de crianças, adolescentes e suas famílias.

As ações acontecem em bibliotecas comunitárias, centros culturais, espaços cedidos e áreas públicas, reunindo oficinas, mediações de leitura, apresentações artísticas, rodas culturais e atividades educativas. Em comum, os coletivos compartilham a atuação próxima das comunidades e a construção de iniciativas que dialogam diretamente com a realidade dos territórios onde estão inseridos.

Conheça os coletivos

Achadouras de Histórias

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Na Zona Sul da capital paulista, no bairro Jardim Olinda, a Biblioteca Comunitária Djeanne Firmino atua desde 2009 como espaço de leitura, cultura e convivência comunitária. Formado por sete mulheres, o coletivo Achadouras de Histórias tem a sede na biblioteca e organiza atividades diárias voltadas à promoção do livro, da literatura e da educação popular em um território marcado por desigualdades sociais.

Além dos empréstimos de livros e mediações de leitura, o coletivo realiza clubes de leitura, saraus, cine debates, oficinas culturais e ações voltadas ao fortalecimento de mulheres e juventudes. O espaço também promove formações de mediadores de leitura e atua em articulação com redes e movimentos ligados às bibliotecas comunitárias e às políticas públicas de cultura e educação.

As atividades atendem mensalmente cerca de 150 crianças e adolescentes, além de adultos e idosos da comunidade. O coletivo também tem o compromisso com temas como justiça social, combate ao racismo, valorização das identidades negras e periféricas e construção de espaços culturais acessíveis e gratuitos.

Coletivo Novo Paraíso

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No bairro Pinhal do Miranda, em Cubatão - SP, o Coletivo Novo Paraíso desenvolve ações comunitárias que articulam literatura, cultura e ludicidade. Desde 2014, o grupo mantém uma biblioteca comunitária e uma brinquedoteca que reúnem livros, jogos e atividades voltadas ao desenvolvimento de crianças e adolescentes.

As ações acontecem diariamente e incluem rodas de leitura, oficinas culturais, saraus, festivais literários, atividades esportivas e iniciativas de comunicação popular. O coletivo também promove oficinas de capoeira, música, arte e skate, buscando ampliar o acesso à cultura em um território periférico da Baixada Santista.

Com atuação construída a partir da participação dos moradores, o espaço passou por reformas recentes voltadas à acessibilidade física e comunicacional. As atividades atendem cerca de 150 crianças e adolescentes por mês e envolvem famílias, mulheres, jovens e pessoas com deficiência em diferentes ações comunitárias.

“Estou muito feliz com essa parceria com a Fundação Abrinq. Vamos poder trazer novos fomentos de cultura para a comunidade, novas atividades, fazer manutenção de alguns materiais esportivos e instrumentos. Espero que muitas pessoas possam ter acesso e se divirtam aqui no espaço.”

André Luiz, representante do Coletivo Novo Paraíso.

Coletivo Chico Baiano

Chico Baiano

Em Praia Grande, na Baixada Santista, o Coletivo Chico Baiano realiza atividades gratuitas voltadas à formação cultural e cidadã de crianças, adolescentes e jovens da periferia. Criado em 2021, o projeto surgiu a partir do trabalho voluntário de educadores ligados à capoeira e hoje reúne dezenas de participantes no bairro Princesa.

As aulas acontecem três vezes por semana e incluem rodas culturais, oficinas de musicalidade e atividades ligadas à tradição da capoeira. O coletivo utiliza instrumentos como berimbaus, atabaques e pandeiros nas formações, trabalhando temas relacionados à cultura afro-brasileira, disciplina, convivência e fortalecimento de vínculos familiares e comunitários.

Além das aulas, o projeto promove encontros e confraternizações comunitárias, aproximando famílias e moradores do território. A atuação busca criar espaços de acolhimento e pertencimento para crianças e adolescentes que convivem com situações de vulnerabilidade social.

PhinArtStudio's

phinarts

Com atuação em bairros como Jardim Ângela, Paraisópolis, Barra Funda e Heliópolis, na capital paulista, o PhinArtStudio's utiliza as artes cênicas como ferramenta de formação social e valorização dos territórios periféricos. O coletivo tem origem na Venezuela, foi reorganizado no Peru e passou a atuar no Brasil a partir de 2022.

As atividades incluem oficinas artísticas, apresentações públicas, aulas de dança e processos de criação coletiva voltados principalmente para crianças e adolescentes atendidos em centros e projetos sociais. O grupo também desenvolve ações com migrantes e refugiados hispano-falantes, utilizando a arte como instrumento de integração cultural.

O coletivo realiza atividades diárias e atende mensalmente mais de mil crianças e adolescentes. As ações abordam temas como cidadania, direitos, convivência, valorização do território, consciência social e preconceito linguístico por meio do teatro, da dança e de performances artísticas.

“A Fundação Abrinq é o primeiro espaço institucional, de parceria, que abriu as portas para nós. Nós não somos do Brasil e, mesmo que a gente se sinta muito bem aqui, o primeiro espaço que acolheu o nosso sonho foi a Fundação Abrinq. Por isso, muito obrigado e palmas de pé para vocês!”

Robert Figueroa, fundador do PhinArtStudio's.

Raízes do Tambor

Raízes

Nos bairros de Parelheiros e Marsilac, no extremo sul da capital paulista, o coletivo Raízes do Tambor promove atividades ligadas à cultura afro-brasileira e à educação antirracista. As oficinas acontecem três vezes por semana e envolvem crianças, adolescentes e jovens em ações culturais e formativas.

O grupo realiza oficinas de capoeira, maculelê, samba de roda, dança do coco, percussão e teatro, além de exposições fotográficas e eventos culturais. Entre as iniciativas do coletivo está a Mostra Afro Raízes do Tambor, realizada anualmente e voltada à valorização da cultura negra e ao protagonismo infantojuvenil.

As ações também abordam temas relacionados ao combate à intolerância religiosa e à valorização das identidades afro-brasileiras, utilizando a cultura como ferramenta de formação e convivência comunitária.

“Estamos muito felizes com esse apoio da Fundação Abrinq. Esperamos muita parceria e temos a noção de que nosso coletivo vai crescer bastante.”

Renan Vitor, professor de capoeira do coletivo Raízes do Tambor.

Coletivo Nós Raízes

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Em Paraisópolis, na Zona Sul da capital, o Coletivo Nós Raízes desenvolve jogos socioeducativos voltados à valorização da história e da cultura afro-brasileira. Criado em 2023, o grupo é responsável pelo jogo de tabuleiro “Minhas Raízes”, utilizado em escolas públicas, organizações sociais e atividades comunitárias.

O projeto busca aproximar crianças, adolescentes e educadores de temas relacionados à ancestralidade africana, à história do movimento negro no Brasil e à educação antirracista, utilizando a ludicidade como ferramenta de aprendizagem e reflexão.

As atividades acontecem quinzenalmente e já alcançaram milhares de participantes em diferentes territórios da cidade de São Paulo. O coletivo também realizou distribuição gratuita de exemplares do jogo para professores e organizações sociais, ampliando o acesso ao material em escolas e periferias.
 

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