Com a chegada do inverno, aumentam os casos de doenças respiratórias, principalmente entre crianças pequenas. Em 2025, neste mesmo período, o Ministério da Saúde identificou - Segundo o Ministério da Saúde, os meses mais frios favorecem a circulação de vírus respiratórios e elevam o número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Dados da pasta mostram que as crianças menores de 1 ano apresentam a maior incidência da doença no país, com 1.730 casos por 100 mil habitantes, seguidas pelas crianças de 1 a 4 anos, com 300 casos por 100 mil habitantes.
O período exige atenção redobrada das famílias para medidas de prevenção que ajudam a reduzir o risco de complicações, entre elas a manutenção da vacinação em dia.
As baixas temperaturas favorecem a circulação de vírus respiratórios, como influenza e vírus sincicial respiratório (VSR), além de outras infecções que podem evoluir para quadros graves, especialmente em bebês e crianças menores de cinco anos. Por isso, manter a caderneta de vacinação atualizada, conforme o Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde, é uma das principais medidas para prevenir doenças imunopreveníveis e reduzir o risco de complicações, especialmente durante o inverno.
Julho também traz um importante momento de conscientização sobre a vacina BCG (Bacilo de Calmette-Guérin), aplicada preferencialmente nas primeiras horas ou dias de vida. Prevista no Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde, a BCG protege contra as formas graves da tuberculose, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar. A vacinação precoce reduz o risco de complicações e integra os primeiros cuidados essenciais com a saúde do bebê.
Além da BCG, é fundamental que crianças e adolescentes mantenham todas as vacinas previstas para sua faixa etária em dia. A caderneta de vacinação permite acompanhar as doses já recebidas e identificar a necessidade de atualização, contribuindo para a proteção individual e coletiva.
Durante o inverno, alguns cuidados simples também ajudam a prevenir infecções respiratórias. Manter os ambientes ventilados, estimular a higiene frequente das mãos, oferecer alimentação equilibrada e garantir boa hidratação fortalecem a saúde das crianças. Sempre que possível, deve-se evitar a exposição a pessoas com sintomas gripais, principalmente no caso de bebês.
Pais, responsáveis e cuidadores também precisam estar atentos aos sinais de agravamento das doenças respiratórias. Febre persistente, dificuldade para respirar, chiado no peito, sonolência excessiva, recusa para se alimentar e lábios ou extremidades arroxeadas são sintomas que exigem avaliação médica imediata.
A vacinação continua sendo uma das principais ferramentas para reduzir internações, complicações e mortes causadas por doenças preveníveis. Manter a caderneta atualizada e adotar medidas de prevenção durante os meses mais frios contribuem para um desenvolvimento saudável e para a proteção das crianças ao longo de toda a infância.
Em caso de dúvidas sobre o calendário vacinal, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para verificar a situação da caderneta de vacinação e, se necessário, atualizar as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde.