Apoiar a proteção de crianças e adolescentes afetados por emergências humanitárias e mudanças climáticas.
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Todos os anos, o Brasil enfrenta emergências que causam inúmeras perdas e prejuízos. Nesses cenários, crianças e adolescentes, especialmente os que estão em situação de vulnerabilidade socioeconômica, são os mais afetados, dada sua maior exposição nos âmbitos físico, psicológico e social.
No entanto, a garantia dos direitos de crianças e adolescentes em situações de emergência ainda é precária. Isso ocorre, em grande parte, porque as ações de socorro imediato e de âmbito geral priorizam a resposta à crise em larga escala e deixam em segundo plano a proteção especializada que esse público exige. Como consequência, falta uma abordagem integral que atenda às suas necessidades físicas, emocionais e de desenvolvimento, que são específicas e urgentes em crises.
O Programa Emergência Humanitária, da Fundação Abrinq, atua para preencher essa lacuna com ações de ajuda humanitária especificamente planejadas para atender às necessidades de crianças e adolescentes.
O que são emergências e desastres?
Desastres são resultantes de eventos adversos que, ao interagir com uma população vulnerável, provocam graves prejuízos ao meio ambiente, à infraestrutura e, sobretudo, à vida, saúde, segurança e subsistência das comunidades afetadas. Esses eventos adversos podem ser classificados em duas categorias principais:
Desastres de origem natural - provocados por fenômenos da natureza, como inundações, secas, ciclones (tempestades), terremotos, deslizamentos e epidemias.
Desastres de origem antrópica (ou tecnológica) - causados predominantemente pela ação humana, seja por acidente ou negligência, como colapso de infraestrutura, derramamento de produtos perigosos, contaminação ambiental (solo, água, ar) e acidentes industriais de grande porte.
Uma emergência é o estado crítico após a ocorrência de um desses desastres, onde a capacidade de resposta das entidades locais se encontra comprometida, demandando uma resposta imediata e coordenada, com participação de atores externos, para salvar vidas e reduzir sofrimentos.
Além dessas categorias, existem as emergências complexas, que são crises humanitárias prolongadas e multifacetadas, geralmente envolvendo dois ou mais tipos de emergências ao mesmo tempo, como conflito armado generalizado, colapso institucional grave, deslocamento em massa de populações, e, podendo incluir também, destruição e alterações ambientais causadas pelo homem e desastres naturais.
No Brasil, os desastres que historicamente mais impactam a população são as inundações e as secas. Do ponto de vista da classificação técnica, são considerados de origem natural. No entanto, é fundamental reconhecer que seu potencial destrutivo atual é amplificado por fatores antrópicos: a intensificação dos extremos climáticos, devido às mudanças climáticas provocadas pelo homem, atua sobre a origem do fenômeno, enquanto moradia inadequada, desmatamento e infraestrutura urbana precária aumentam drasticamente a vulnerabilidade social aos seus efeitos.
O que é ajuda humanitária?
É a resposta prática e solidária a essas crises emergenciais, que tem como princípios fundamentais salvar vidas, aliviar o sofrimento e preservar a dignidade humana. Guiada pelos princípios de humanidade, neutralidade, imparcialidade e independência, sua atuação busca garantir a proteção e atender às necessidades básicas das populações afetadas, com foco especial nos grupos mais vulneráveis.
Essa assistência se organiza em diferentes setores ou "cluster" de resposta, que incluem, por exemplo: segurança alimentar e nutricional (distribuição de alimentos e tratamento da desnutrição); abrigo e itens não-alimentares (barracas, cobertores e kits de higiene); saúde (atenção médica de emergência e campanhas de vacinação); água, saneamento e higiene (WASH, sigla em inglês); proteção (especialmente de crianças, mulheres e deslocados); apoio psicossocial.